sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Serra da Graciosa, Antonina e Morretes


Saímos dia 22 de dezembro  com o proposito de ter uns dias tranquilos em meio  a mata atlântica. Chegando em Curitiba partimos para a descida da Serra .  Deixando a Br 116 já avistamos o imponente portal de acesso a  Estrada da Graciosa e o nome já diz tudo! São 33 quilômetros de curvas, paralelepípedos, paisagens panorâmicas,  picos e cachoeiras. Essa encantadora estrada inaugurada em 1873 possui vários mirantes para que os viajantes possam apreciar o visual e tirar fotografias. 




Logo  começou uma chuva fina as  hortênsias  floridas enfeitando o caminho tornaram a viagem super agradável,   lindos  “pompons“  de flores  como dizia minha filha.


Por toda a Estrada haviam quiosques com  churrasqueiras onde as pessoas  confraternizavam com amigos e familiares, nos  restaurantes o  principal item do cardápio eram os  pasteis de vários  sabores, o de camarão  estava delicioso.


A ponte de ferro é um atrativo a parte, com uma cascata dando uma sensação agradável  de integração com a natureza.


Descendo  a serra encontramos este charmoso condomínio.



Antonina

Com quase 400 amos de história Antonina nos faz viajar no tempo, com sua arquitetura  cativante, hotéis, pousadas, comércio e do casario de influencia portuguesa, logo na entrada   encontramos a estação ferroviária, inaugurada em 07 de setembro de 1922, por ocasião das festividades de comemoração do Centenário da Independência do Brasil. Foi restaurada e hoje funciona no local um espaço cultural e o Centro de Apoio ao Turismo e Esporte, onde tem uma exposição do  Boi Bumba. .








A  ponta da Pita, um lugar tranquilo onde banhistas e pescadores dividem o mesmo espaço numa paisagem indescritível.





O teatro municipal de 1906, foi todo restaurado em 1994. Matem obras de artistas locais  em  exposição permanente.








Igreja São Benedito

De construção secular, suas características coloniais foram alteradas sem serem seguidas normas de restauração. Segundo a tradição, esta igreja era refúgio religioso dos escravos que viam no milagroso Santo, o seu protetor contra a perseguição do homem branco.Está localizada na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa
Passeando pela cidade encontramos a Fonte da Carioca

Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969, foi o único meio de abastecimento da cidade, desde 1867 até o final da década de 30. Consta que a fonte recebeu a visita do imperador D. Pedro II em 1880, o qual bebeu da fresca e cristalina água, envolta em crenças populares (segundo a tradição, quem beber daquela água retornará ou ficará na cidade). É composta por quatro pequenas torres, um receptáculo de captação da água que ali verte, totalmente coberto e, uma porta de madeira na parte frontal com brasão imperial.





       Na praça Romildo Gonçalves Pereira encontramos as Ruínas do antigo depósito de erva-mate, onde podemos avistar o Hangar do Clube náutico de  Antonina. A cidade viveu sua fase áurea durante o Ciclo da Erva-Mate, na segunda metade do século XIX. Hoje, essas construções atraem milhares de turistas, que encontram nelas uma forma de conhecer o passado e aprender sobre a história do Paraná.







Morretes

 A cidade fundada pelos jesuítas em 1733, possui muitos atrativos, a maioria concentrada no centro, os destaques são as construções históricas bem-preservadas e que hoje abrigam museus e espaços culturais. A praça cercada de pequenas barracas de camelos, encontramos muitos artesanatos e produtos a base de bananas.





Muito romântico colocar seu nome e de seu amor no grão de arroz, fiz um fica lindo!



Igreja São Benedito




A ponte de ferro sobre o Rio Nhundiaquara é considerada uma obra de arte. 
Em língua indígena nhundi (peixe) e quara (buraco).  Uma das mais belas e típicas paisagens  de Morretes é a do rio cortando a cidade formando um conjunto com as árvores e edificações existentes em suas margens. É navegável em aproximadamente 12 km, e permite a prática de esportes como canoagem, bóia-cross e pescarias.




Galeria de Arte Mirtillo Trombini
Inaugurada em 26 de maio de 1995, faz parte do Instituto Mirtillo Trombini. Espaço filantrópico que realiza exposições permanentes retratando a história do Município através das pinturas do artista plástico e fundador Mirtillo Trombini. Possui salas expositivas, espaço de convivência, biblioteca (Cantinho da Leitura). No projeto” Do Brasil para o Nosso Cantinho” o turista pode participar enviando um livro possibilitando uma integração entre turismo e comunidade local. 





Estação Ferroviária

Datada de 1885, o antigo prédio deu lugar a uma estação com características modernas que possui lanchonetes, sanitários e barracas com produtos artesanais. Dela tem-se uma bonita visão das montanhas da Serra do Mar. 



Deixamos para fazer no dia seguinte o nosso passeio de trem, pois precisávamos garantir primeiro a passagem  da volta de ônibus, E assim fomos compra-las, com as passagens nas mãos o passeio do dia seguinte estava  garantido






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Foi um passeio muito agradável de 3 horas de duração, paisagens  de tirar o folego, e uma aula de historia do Paraná com nosso guia.




Para finalizar nossa véspera de Natal, passamos na  Igreja do Porto, onde estava sendo celebrada a Missa do Galo.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Porto foi inaugurada em 1850, possui em seu interior uma Via-Sacra a óleo executada pelo famoso pintor morretense Theodoro de Bona. Em frente à igreja foi instalado um sino, vindo de Portugal, com o brasão do Império, fundido no ano de 1854, além de uma cruz que data da passagem do século e um relógio em sua torre que funciona desde a fundação da igreja. 




E assim foram nossos dias explorando esse pedacinho do Paraná, finalizamos com um delicioso pic nic/ ceia de natal em nosso quarto de hotel. No dia seguinte partimos para a  encantadora Balneário Camboriú, onde passamos o Reveillon, e esse lugar maravilhoso merece outro post.